Dia 30 de setembro o Álvaro apareceu num programa na NHK (canal de TV japonês): Sarameshi.
Era uma matéria sobre o almoço dele. A maioria das pessoas imagina que, como Embaixador, ele tem um chef que cozinhe todas as refeições dele. A Embaixada até recebeu ligações depois de pessoas perguntando se a matéria era verdadeira ou se era armação da NHK…
Segue o programa:
Ninguém (ainda) questionou os talentos da esposa que, diferentemente de muitas mulheres japonesas, não prepara e manda uma marmita linda pra ele todos os dias...
E desde este dia, em diversos lugares e diversas cidades do Japão, ele é reconhecido por pessoas na rua. Até num dos nossos restaurantes preferidos em Tóquio, um dos chefs reconheceu ele do programa. Só não pediu para o Álvaro dar umas dicas de culinária, não sei porquê…
Esta foi minha apresentação de taiko de hoje, 7 de setembro. A terceira desde que eu comecei a fazer as aulas. A primeira, dia 9 de setembro de 2012, está neste link: apresentação I. A segunda eu nunca subi, acho que eu devo ter errado muito e achei melhor não publicar. hahaha
É, para nós brasileiros (e de muitas outras nacionalidades) que estamos acostumados às obras nas ruas que duram alguns meses ou até anos, ver como tudo funciona no Japão é muito impressionante!
Aqui em casa já tivemos algumas obras, trocas de tubulação de gás, de água, etc. E NUNCA ficamos um dia se quer com a rua aberta durante a noite. Todos os dias, os funcionários chegam às 9 da manhã e abrem um pedaço da rua. Trabalham até as 5 da tarde, e quando o dia termina, o asfalto está como se nada tivesse acontecido. Até as faixas estão pintadas, mesmo que temporariamente. No dia seguinte, abrem uma sessão na sequência do dia anterior, e esta parte será fechada antes de escurecer.
Não preciso nem falar que a obra na rua toda (de uns 100 metros) foi toda feita em menos de duas semanas.
No final, refazem todo o asfalto. E este trabalho só levou menos de dois (2!!!!!) dias, claro! Estas fotos são só do dia do asfalto final. Na primeira foto, vejam o carro amarelo na garagem, coberto com um plástico para protege-lo. Não, não foi o proprietário do carro que colocou...
Os cones separam a área para os pedestres, e em toda a rua alguns guardinhas te ajudam a fazer o percurso, garantindo a segurança. Ai se eles vissem nossas obras e o que nós chamamos de segurança... coitados! Acho que eles levariam cada um de nós pelas mãos, para garantir que a gente chegue do outro lado...
Eu fiz um vídeo deste dia do asfalto: dura uns 5' e mostra o processo que parece ser bem simples para uma leiga como eu. Me impressionou o trabalho em equipe, e como o processo flui sem parar. O resultado não poderia ser diferente: um asfalto novo e impecável em poucas horas.
Obviamente, os funcionários não estavam entendendo porque eu estava interessada em algo tão banal. E eu não quis contar pra eles quanto tempo dura pra refazermos uma rua como esta no Brasil...
O bairro de Shibuya é famoso (entre outras razões) por um cruzamento que tem várias faixas de pedestres em diferentes direções.
Estas são algumas das faixas do mesmo cruzamento. Têm outras duas ou três faixas mais para a esquerda, que não aparecem nesta foto. Quando abre o sinal de pedestres você pode ir para qualquer lado. Uma loucura!!!
Passo por este cruzamento quase todos os dias porque minha escola de japonês fica aí ao lado. Sempre me surpreendo com os japoneses e, inevitavelmente, lembro de como era um cruzamento na China.
Aqui, desde antes do farol abrir, todo mundo fica esperando na calçada, sem que haja qualquer contato físico com as pessoas ao seu redor. É tanta gente que nas horas pico, para deixar um espaço entre cada um, algumas pessoas ficam há uns 25m da rua. Mas não importa porque todo mundo sabe que vai atravessar. E quando o sinal fica verde, pasmem, há pouquíssimas trombadas. Destas, imagino que muitas devem envolver estrangeiros.
Na China, para qualquer cruzamento normal, as pessoas se empilhavam na borda da calçada. Se pudessem já ficar na rua, melhor, para "apressar" o farol a mudar de cor. E com isso, sempre tinha alguém colado em você, dos lados e atrás (dava até para sentir a respiração de umas pessoas no seu pescoço... hihihi). E se você já estivesse na China há muito tempo, estaria encoxando a pessoa da frente. Nada como o calor humano!!
Hoje passamos por Shibuya e era um dia normal, ou seja: LOTADO! Resolvi fazer esta sessão de fotos. Eu estava na quina inferior direita desta foto acima, de frente para a maior faixa de pedestres (diagonal).
Adoro esse cruzamento!!! Venham se aventurar e viver este caos organizado!!
Resolvemos experimentar um ano novo como a maioria dos japoneses fazem: indo a um templo! Clique nas fotos para ver melhor.
Este menino fofo estava na nossa frente. Enquanto os monges fizeram uma linda meditação, muita gente acompanhava lendo em um livrinho. Ele estava lendo com o avô. Quando terminou, ele continuou. Não dá para ouvir muito bem, mas no silêncio do lugar, ele não passou despercebido... Depois quando tirei a foto, vi que tem a entonação correta para cada sílaba! Muito lindo!!!
Por acaso, um templo super perto de casa oferece a oportunidade de você tocar o sino depois da meia noite. Para isso, pegamos uma senha e esperamos pacientemente a nossa vez.